Ombres de Chimères 

(para piano e eletrônica)

As três obras que compõem o ciclo “Sombra de Quimeras” exploram o domínio das sombras no sentido poético, visual, sonoro e político.

A ideia central desta obra é criar um ambiente sonoro em diálogo poético com o mundo dos sonhos, das elucubrações e dos mitos. Vários processos são utilizados para expressar musicalmente este universo.

 

Inicialmente, um piano e um atabaque encontram-se num ambiente sonoro estranho, processado eletronicamente e configurado para diluir e fundir as próprias identidades destes instrumentos.

 

Há uma espécie de "quimera sonora" expressa neste movimento de apagamento, de referências culturais impregnadas no som de tais instrumentos. Em outros momentos, algo fantástico, quimérico, ocorre através de um encontro entre universos culturais e expressivos distantes.

 

Vozes surgem como objeto sonoro distante e indistinguível, despojado da sua objetividade linguística, para se tornar pura matéria sonora, uma "sombra de voz", ou simples "presença expressiva", cujo significado se perdeu ou está demasiado distante para ser apreendido.


 

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